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Desvendando o Apocalipse 18 - A Queda de Babilônia


Este grande acontecimento - a queda de Babilônia - ocupa lugar importante na profecia bíblica. Foram preditos mais de cem detalhes a respeito da queda da Babilônia literal. Muito antes que isso acontecesse, a Bíblia identificou os poderes que marchariam contra Babilônia, quem comandaria os exércitos, como a cidade seria tomada e quais as condições na cidade no tempo da invasão.

No capítulo 18, a profecia trata, em primeiro lugar, de um grande esforço para advertir o povo de Deus acerca da iminente queda da Babilônia espiritual. Em segundo lugar, o capítulo trata da condenação da “grande Babilônia” e do imenso espanto que isso causará aos que serão condenados com ela. Mas a Babilônia “mãe” não cairá sozinha. Suas filhas serão igualmente desmascaradas e destruídas.
Apocalipse 18:1: “Depois destas coisas vi descer do céu outro anjo que tinha grande autoridade, e a terra foi iluminada com o seu esplendor.”


Ao anjo é dada grande autoridade por causa da importância da sua mensagem. Este anjo anuncia uma poderosa obra religiosa de âmbito universal. É uma mensagem própria para o fim dos tempos, por duas razões:

1) o anúncio da queda da Babilônia e de sua condenação;

2) a iminência do derramamento das sete pragas descritas no capítulo 16.

A queda da Babilônia é um evento público. A fim de que Seu povo esteja preparado para essa tremenda crise que virá, Deus está enviando Sua última mensagem de misericórdia. Todo o mundo será iluminado com a luz dessa mensagem.
Apocalipse 18:2: “Ele clamou com poderosa voz: Caiu, caiu a grande Babilônia, e se tornou morada de demônios, e guarida de todo espírito imundo, e esconderijo de toda ave imunda e detestável.”


Por ocasião da mensagem do terceiro anjo, a “mãe” e suas filhas serão denunciadas como igrejas caídas. E o pior: como “morada de demônios e guarida (coito) de todo espírito imundo”. Seus ensinos são denunciados como resultantes da união espiritual (coito) com demônios e espíritos imundos. Se a pomba é o emblema do Espírito Santo, as aves imundas são emblemas da Babilônia espiritual.
Apocalipse 18:3: “Pois todas as nações beberam do vinho da ira da sua prostituição. Os reis da terra se prostituíram com ela, e os mercadores da terra se enriqueceram com a abundância da sua luxúria.”


Suas falsas doutrinas constituem o vinho da sua prostituição com o qual embriaga as nações da Terra. As falsas doutrinas são comparadas ao vinho porque entorpecem a mente e, assim, afetam a capacidade de discernir e de raciocinar de uma pessoa. Tal como o vinho, as falsas doutrinas retiram da pessoa sua capacidade de discernir o erro.

Não fosse pela ação danosa desse vinho que mantém as nações embriagadas, multidões seriam convencidas e convertidas pelas verdades claras contidas na Palavra de Deus. Mas o vinho da Babilônia é chamado de “vinho da ira”. Por quê? O vocábulo grego thumos significa ira, ódio, raiva. É uma raiva criada pelas falsas doutrinas. Assim, quando os reis da Terra bebem desse vinho são instigados pela cólera a irem contra os que não concordam com as heresias. Por isso, aquele que se nega a beber o vinho da Babilônia está marcado para pagar por sua ousadia.
Apocalipse 18:4: “Ouvi outra voz do céu dizer: Sai dela, povo Meu, para que não sejas participante dos seus pecados, para que não incorras nas suas pragas.”


Apocalipse 18:5: “pois os seus pecados se acumularam até o céu, e Deus Se lembrou das iniqüidades dela.”


A expressão “sai dela” é um imperativo, ou seja, uma ordem. Babilônia não pode ser reformada, de acordo com as Escrituras. Só há um remédio: separar-se completamente dela. Assim como Ló foi chamado para fora de Sodoma, antes que ela fosse destruída por fogo e enxofre (Gn 19:14-29), assim o povo de Deus é dirigido por uma voz que vem do Céu dizendo-lhe para sair de Babilônia, antes que ela caia.

Quando a velha Babilônia do rio Eufrates estava perto de ser destruída pelos juízos de Deus, o Senhor enviou a Seu povo (Israel), que nela ainda estava, um solene aviso e conselho: “Fugi do meio de Babilônia...” (Jr 51:6). Os juízos de Deus estão prestes a cair na forma das sete últimas pragas, e todos os que se recusarem a separar-se de Babilônia e de seus pecados serão destruídos com ela. Esta é a “voz do Céu” que ilumina toda a Terra: “Sai dela, povo Meu.”

Deus tem, e sempre teve, um povo em Babilônia. Mas a Sua mensagem tem iluminado toda a Terra através da “voz do Céu”. Porém, muitos que ficaram impressionados foram impedidos de compreender completamente a verdade, ou de lhe prestar obediência. Agora, os raios da luz penetram por toda a parte. A verdade pode ser vista em toda a sua clareza, e os sinceros filhos de Deus certamente se desvencilharão das amarras que os têm retido. Laços de família, relações na igreja, serão impotentes para detê-los. A verdade vale mais do que tudo.

Deus tem filhos honestos e sinceros em Babilônia que apenas não receberam o conhecimento da verdade. Estão servindo a Deus no erro. Os honestos que têm sido impedidos de ouvir a verdade acabarão por recebê-la.

Quando os que “não creram na verdade, antes tiveram prazer na iniqüidade”, forem abandonados para que recebam a operação do erro e creiam na mentira (2Ts 2:10-12), a luz da verdade brilhará então sobre todos os corações que se acham abertos para recebê-la e os filhos do Senhor atenderão ao chamado: “Sai dela, povo Meu.”

Assim, quando as pragas começarem a cair, não restará um justo sequer em Babilônia, como não restou em Sodoma.

Ao ser a questão da obrigatoriedade da guarda do domingo amplamente divulgada, fazendo aproximar-se o fato há tanto tempo posto em dúvida, o apelo para a fuga de Babilônia produzirá um efeito que antes não seria possível produzir. Os que forem levados aos tribunais defenderão destemidamente a verdade de Deus e muitos dos que os ouvirem serão levados a guardar os mandamentos de Deus. Assim, a luz chegará a milhares que, de outra forma, nada saberiam dessas verdades.

A obediência à Palavra de Deus será considerada rebeldia. Pais exercerão sua autoridade sobre os filhos crentes; patrões serão severos com empregados fiéis a Deus. Aqueles que se recusarem a guardar o domingo serão presos. O que agora possa parecer muito improvável deixará de ser quando o Espírito Santo Se retirar da Terra.
Apocalipse 18:6: “Tornai a dar-lhe como ela vos tem dado; retribui-lhe em dobro conforme as suas obras. No cálice em que vos deu de beber, dai-lhe a ela em dobro.”


Apocalipse 18:7: “Quanto ela se glorificou, e em luxúria esteve, foi-lhe outro tanto de tormento e pranto. Diz em seu coração: Estou assentada como rainha, e não sou viúva, e de modo algum verei o pranto.”


Ela se orgulha de não ser viúva sem poder e abandonada, mas de ser rainha soberana. Seu desejo é sempre reinar, reinar sobre todas as consciências. Orgulhosa, ela pensa que está assentada não somente em um lugar elevado, mas também seguro. Tem grande capacidade de comando sobre muita gente.
Apocalipse 18:8: “Portanto, num mesmo dia virão as suas pragas, a morte, e o pranto, e a fome. Será queimada no fogo, pois forte é o Senhor Deus que a julga.”


Trata-se aqui de um dia profético, ou um ano literal. Logo, Babilônia terá um ano cheio de vingança do Céu.
Apocalipse 18:9: “Os reis da terra, que com ela se prostituíram e viveram em luxúria, sobre ela chorarão e prantearão, quando virem a fumaça do seu incêndio.”


Apocalipse 18:10: “E estando de longe pelo temor do tormento dela, dirão: Ai! ai da grande cidade, Babilônia, a cidade forte! Numa só hora veio o teu juízo.”


Os reis se lamentarão não por causa dos seus pecados, mas por causa do seu sofrimento, das consequêncais. Como Caim, eles não ficam tristes por seus pecados, mas apenas pelo castigo. Derramam muitas lágrimas por causa de suas perdas.
Apocalipse 18:11: “E, sobre ela, choram e lamentam os mercadores da terra, porque ninguém mais compra a sua mercadoria,”


Apocalipse 18:12: “mercadoria de ouro, de prata, de pedras preciosas, de pérolas, de linho fino, de púrpura, de seda e escarlate; todo tipo de madeira odorífera, e todo objeto de marfim, de madeira preciosíssima, de bronze, de ferro e de mármore,”


Apocalipse 18:13: “e canela, especiarias, perfume, mirra e incenso; e vinho, azeite, flor de farinha e trigo; e gado, ovelhas, cavalos e carros; e escravos, e até almas de homens.”


Apocalipse 18:14: “O fruto que a tua alma cobiçava foi-se de ti. Todas as coisas delicadas e suntuosas foram-se de ti, e não mais as acharás.”


Apocalipse 18:15: “Os mercadores destas coisas, que com elas se enriqueceram, ficarão de longe, pelo temor do tormento dela, chorando e lamentando.”


Os mercadores se lamentam por perderem mercadorias. Lamentam as perdas materiais. Entre as coisas que deixam de negociar encontram-se “até almas de homens”. Isso lembra o seu comércio com os cadáveres dos mortos nas chamadas “encomendas dos corpos” e missas de sétimo dia. Perdões, missas e indulgências enriqueceram a muitos.
Apocalipse 18:16: “Ai, ai da grande cidade, da que estava vestida de linho fino, de púrpura, de escarlate, e adornada com ouro, pedras preciosas e pérolas! Numa só hora foram assoladas tantas riquezas!”


Apocalipse 18:17: “Todo piloto, e todo aquele que navega de navio, os marinheiros, e quantos negociam no mar, se puseram de longe.”


Apocalipse 18:18: “E, contemplando a fumaça do seu incêndio, clamavam: Que cidade é semelhante a esta grande cidade?”


Apocalipse 18:19: “E lançavam pó sobre as suas cabeças, e clamavam, chorando e lamentando: Ai, ai da grande cidade, na qual todos os que tinham navios no mar se enriqueceram à custa da sua opulência! Numa só hora foi assolada.”


Se há algo que arranca um sincero grito de angústia das pessoas da nossa geração é tocar em seus bens materiais. Todos esses símbolos referentes aos reis da Terra, aos mercadores e aos navegadores ligados a Babilônia, são força de expressão profética para demonstrar a total destruição de Babilônia e revelar que todos aqueles que a apoiaram e a ajudaram a difundir seus erros nada poderão fazer para salvá-la dos juízos de Deus; pois estes mesmos perecerão para sempre junto com ela.
Apocalipse 18:20: “Exulta sobre ela, ó céu! E vós, santos e apóstolos e profetas! Deus contra ela vindicou a vossa causa.”


Enquanto na Terra os súditos de Babilônia hão de lamentar sua queda e destruição, os céus se alegrarão pelo seu desaparecimento. A destruição da Babilônia espiritual será motivo de grande alegria para o povo de Deus, tal como ocorreu com a destruição de Babilônia, no tempo de Israel.
Apocalipse 18:21: “Então um forte anjo levantou uma pedra qual uma grande mó, e lançou-a no mar, dizendo: Com igual ímpeto será lançada Babilônia, a grande cidade, e nunca mais será achada.”


Afundar uma enorme pedra no mar, antigamente, era símbolo de eterna destruição. Disse o profeta Jeremias: “Em tu chegando a Babilônia, verás e lerás todas estas palavras. E dirás: Senhor! Tu falaste a respeito deste lugar, que o havias de desarraigar, até não ficar nele morador algum, desde o homem até ao animal, mas que se tornaria em perpétuas assolações. E será que, acabando tu de ler este livro, o atarás a uma pedra e o lançarás no meio do Eufrates. E dirás: Assim será afundada Babilônia, e não se levantará” (Jr 51:60-64).
Apocalipse 18:22: “E em ti não se ouvirá mais a voz de harpistas, de músicos, de tocadores de flautas e de clarins, nem artífice de arte alguma se achará mais em ti. Em ti não mais se ouvirá ruído de mó.”


Apocalipse 18:23: “A luz de candeia não mais brilhará em ti. A voz de noivo e de noiva não mais em ti se ouvirá. Os teus mercadores eram os grandes da terra. Todas as nações foram enganadas pelas tuas feitiçarias.”


Apocalipse 18:24: “E nela se achou o sangue dos profetas, e dos santos, e de todos os que foram mortos na terra.”


A destruição de Babilônia será completa. Será um retrato tremendo das cenas finais introdutórias do futuro reino de glória. A Terra será finalmente coberta pelo pleno conhecimento da salvação e a luz da verdade brilhará para sempre. A promessa é que “o Cordeiro os vencerá, pois é o Senhor dos senhores e o Rei dos rei; vencerão também os chamados, eleitos e fiéis que se acham com Ele” (Ap 17:14)

(Texto da Jornalista Graciela Érika Rodrigues, inspirado na palestra do advogado Mauro Braga.)
(Fonte: www.criacionismo.com.br)

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